segunda-feira, Dezembro 15, 2003

CADA CONA … COMO …
Ontem, caÌ no erro de esbodegar tranca saloia virado para um espelho. Erro porque, a berlaitadas tantas, em vez de olhar para as minhas caretas, vislumbrei a minha parceira. Assustei-me e pensei: ì” Pipi, o que È isto, p·? Ent„o tu est·s a partir esta sopeira ‡ canzana ou ela est·-te a fazer um broche?î N„o, era mesmo uma canzana. Ela tinha era cara de cu.
Este facto fez-me levantar uma quest„o ñ e, por momentos, baixar a pichota.
Porque È que eu, Pipi, teimo em tentar sacar gajas feias, gajas gordas, Odete Santos, gajas com problemas de pele, gajas com queda de cabelo?
Reflecti sobre isto e cheguei ‡ conclus„o que È o resultado imediato de ser um curioso da foda. Para mim, cada cona tem o seu encanto. Um encanto ˙nico, especial. E eu quero conhecÍ-lo a todas.
Normalmente, aferimos, ‡ primeira vista qual a principal qualidade fodenga da gaja: se È gira, se tem boas tetas, rabo rijo, pernas el·sticas para pÙr atr·s das orelhas, odor agrad·vel. Ou seja, o aspecto fÌsico da gaja È o seu encanto. Nessas n„o h· mistÈrio
Mas, como disse, cada cona tem o seu encanto prÛprio. Por isso, uma gaja feia e gorda intriga-me. Partindo do princÌpio pipiano de que cada gaja tem em si o potencial para ser um dÌnamo de tes„o, onde È que o Criador ter· colocado o encanto desta puta? O que È que o Gajo ter· escondido no meio desta chincha toda? E, de repente, vejo-me a jogar ao ìquente e frioî com Deus. Estou a dar por tr·s ‡ feia e parece que O ouÁo dizer ìmorno, Pipi, mornoî. Mudo a piÁa de buraco e j· Ele me incentiva: ìa aquecer, Pipi!î.
Pode ser um movimento original, uma pachacha musculada, uma capacidade de sucÁ„o alienÌgena. Pode ser uma amplitude inaudita, uma noÁ„o de ritmo africana, uma luxaÁ„o auto-infligida que cria um novo buraco para enfiar o nabo. Qualquer coisa de ˙nico.
Claro que, normalmente, n„o È nada disto, e a verruga no nariz È mesmo o traÁo mais caracterÌstico da crica em quest„o.
Mas vocÍs conhecem-me e sabem que eu sou um rom‚ntico do pinanÁo. Um rom‚ntico do pinanÁo que acha que em cada pito por conhecer h· uma promessa de perfeiÁ„o ˙nica e misteriosa a realizar. E uma racha apertada para foder, claro.

quinta-feira, Dezembro 11, 2003

LICENCIATURA EM FODA

1∫ ano
IntroduÁ„o ‡s bordas da cona
Teoria da foda
Metodologia do caralho cientÌfico
Inform·tica na Ûptica do fodilh„o
Punheta cl·ssica
Pachacha portuguesa I
Pachacha inglesa I
Pachacha francesa I

2∫ ano
HistÛria da foda portuguesa
Pragm·tica da canzana
Morfologia do caralho
Minete contempor‚neo
Foda I
Pachacha portuguesa II
Pachacha inglesa II
Pachacha francesa II

3∫ ano
Did·ctica do chucha-na-tola
Foda II
ManipulaÁ„o de tetas
Pachacha portuguesa III
Pachacha inglesa III
Pachacha francesa III

4∫ ano
Sematologia da foda
Fonologia do peido de cona
Pachacha alem„
Pachacha sueca
Filosofia do rego da bufa

A pedido de uma vice-reitora que ando a comer, elaborei este plano de curso de licenciatura em foda. N„o tenho a pretens„o de considerar que È a melhor licenciatura em foda do paÌs, atÈ porque a delineei ao mesmo tempo que entalava o barrote na crica erudita da professora doutora. Enfim, o curso vale o que vale. AlÈm de que a melhor maneira de aprender a foder a preceito sempre foi ñ e continuar· a ser ñ ter uma prima puta. Mas penso que se trata de um curriculum pedagogicamente equilibrado. … Ûbvio que certas cadeiras tÍm precedÍncia: o aluno que reprovar em ìIntroduÁ„o ‡s bordas da conaî n„o poder· inscrever-se em ìFoda Iî, como È evidente. Bem assim, quem deixar por fazer a cadeira de ìPunheta cl·ssicaî n„o poder· ter a ousadia de se abalanÁar a fazer ìMinete contempor‚neoî.
Por outro lado, julgo que as matÈrias estudadas abarcam uma parte importante e essencial do estudo da foda. RealÁo a ìDid·ctica do chucha-na-tolaî, fundamental para, mais tarde, poder ensinar as gajas a executar um broche competente, bem como a ìSematologia da fodaî, t„o necess·ria para conhecer a fundo o vocabul·rio fodangal.
E pensar que h· quem diga que o meu blog È um exemplo de incultura...

sexta-feira, Dezembro 05, 2003

O DOIS EM UM DA FODA
Tempos de pouca produtividade, estes. Fodas, fodas e mais fodas tÍm-me mantido ocupado. Na Època natalÌcia È sempre assim: o que n„o falta s„o cricas cujo berbig„o palpita, ansioso de levar com o presente. Estou, uma vez mais, assoberbado de pito. ìVÍ l· se o tarolo enjoa e se farta de conasî, preocupa-se o meu avÙ. O meu avÙ È um idiota do caralho ñ passe o eufemismo. N„o h· raz„o para alarme. Se o meu barrote n„o se enfastia com senaita conhecida, menos se enfastiar· com a raÁ„o que lhe tenho posto diante da cabeÁa zarolha. Nas ˙ltimas semanas espetei o nabo num estimulante tutti-frutti de conas: cona morena, cona loira, cona ruiva e cona preta. Mal tenha oportunidade esmiuÁarei as subtis diferenÁas que registei, de pachacha para pachacha.
Por outro lado vou recebendo, na caixa de correio, mensagens de paneleiragem avulsa que est· magoada por eu n„o escrever com mais regularidade. Ou seja, ao mesmo tempo que arrefinfo berlaitadas em boas cricas, macero a peida paneleira. Que mais pode um fodilh„o querer?

quarta-feira, Novembro 26, 2003

VIOL NCIA DOM…STICA, PARA QUE SERVE?
Descobri que o calend·rio com que ando a bater punhetas È de uma campanha contra a violÍncia domÈstica. Tem uma data de modelos em ìnu artÌsticoî. Chama-se ìnu artÌsticoî porque, depois de as ver, fico com ‚nsia criadora. Mormente, ao nÌvel das colagens com papel higiÈnico.
Quer-me parecer que È algo contraproducente, pÙr-se mulheres daquelas a fazer campanha contra a violÍncia domÈstica, quando s„o, precisamente, mulheres daquelas que est„o na gÈnese da violÍncia domÈstica. Um gebo chega a casa, olha para o trambolho que l· tem, compara com o calend·rio de gajas boas e sÛ lhe apetece dar uma carga de porrada na mulher. AÌ, ocorre a democratizaÁ„o da violÍncia: primeiro espanca a esposa, depois espanca o macaco.
Se querem a minha opini„o ñ e eu sei que sim ñ o facto de um homem e uma mulher partilharem uma casa configura imediatamente um caso de violÍncia domÈstica. PorquÍ? Porque haver· alturas em que, embora estejam debaixo do mesmo tecto, n„o estar„o embrenhados no chavascal ñ nem em actividades relacionadas, como lavagens ou alongamentos. Isto significa que, muitas vezes, o gajo fica com o madeiro rÌgido e ela com o bordedo ping„o, para nada. Isso, para mim, È violento.

segunda-feira, Novembro 17, 2003

SOBRE O ORGASMO
Realmente, a punheta, mais do que um passatempo, È uma espÈcie de ioga dos fodilhıes: distrai, pode-se fazer sozinho ou em conjunto e, quando dizemos a outras pessoas que a praticamos, elas olham para nÛs como se fossemos anormais. No caso do ioga, atÈ percebo. Agora, da punheta?
Tanta coisa que eu podia dizer da punheta! Quantas vezes, nos meus 15 anos (nos 25 tambÈm, confesso), rezei para serem verdade os mitos que profetizavam o nascimento de pÍlos na palma da m„o do punheteiro competente! Se tal fosse verdade, teria a direita sempre escanhoada, simulando crica rapadinha e profissional, e a esquerda gadelhuda, imitando pachacha sopeira e descuidada. Depois, era sÛ escolher... Mas sonho. Vamos antes ao que interessa.
Ontem, enquanto esbofeteava o malandro a ver ìAm·lgama de Nalgas Esbodegadas 3 ñ O Rectornoî, veio-me uma coisa ‡ cabeÁa. Limpei-a com a almofada onde a minha avÛ costuma acomodar o pescoÁo e pus-me a pensar num assunto que me tem apoquentado. ìEm quÍ?î, pergunta o apanascado leitor, enquanto rapa os pÍlos da sobrancelha. O que eu pretendo discutir È algo controverso. Como tal, antevejo o nascimento de mais uma quest„o fracturante na sociedade fodilhona portuguesa. Ora, ao contr·rio de muitos, gosto de questıes fracturantes. Uma fractura È uma racha, onde se pode enfiar o nabo. Quanto maior for a fractura, melhor. Bem, mas tergiverso. Vou ser directo. O que pretendo saber È o seguinte: ser· o orgasmo roto? Ser· que durante os poucos segundos em que um gajo se vem, n„o est· a ser larilas?
Quando nos estamos a vir, quando o jacto de meita morna (ou a gota de espermatozÛides retardat·rios, se for a quinta punheta da tarde) percorre o caralho, estamos desprotegidos. AlÈm dos esgares ñ nem vamos falar nos esgares ñ passam-se coisas estranhas no nosso corpo. Por momentos, n„o temos controlo total sobre os nossos m˙sculos. Se naqueles instantes viesse um tipo com um barrote de madeira para nos dar nos cornos, est·vamos totalmente desprotegidos. Durante aqueles segundos, n„o somos homens completos, alertas e prontos para a porrada. Este aspecto n„o È despiciendo. … isto que quero que se discuta.
Outras pistas sobre as quais importa reflectir (mas n„o muito, porque reflectir, ‡ sua maneira, tambÈm È roto):
Durante o orgasmo, chegamos quase a ter (n„o vale a pena negar) sentimentos. Pela gaja ou pela m„o, n„o interessa. Durante aquele momento estamos, de facto, preocupados com o que possa acontecer a quem nos proporcionou prazer. Ok, estamos preocupados se ela nos vai proporcionar outro momento igual nos prÛximos 5 minutos. Mesmo assim, È preocupaÁ„o. E isso È roto.
A prÛpria essÍncia crom·tica da nhanha: o pÈrola È um ìtomî que ìd· com todas as coresî (facto) e ìnunca sai de modaî (discutÌvel). Haver· algo mais roto do que isso?
Inclusive, parece que a meita d· origem a bebÈs. BebÈs s„o queridos, logo s„o rotos.
Espero ter lanÁado as bases para um debate que auguro inteligente e esclarecedor, um debate que interessa a todos os que fodem. Espero tambÈm ter lanÁado a d˙vida sobre a vossa sexualidade.

sexta-feira, Novembro 07, 2003

O QUE ANDO A LER
Rotos avulsos perguntam-me: ì” Pipi, qual È, para ti, a leitura que permite a um gajo aceder a mais cricas?î Esperam que eu, qual Marcelo Rebelo de Sousa da pinocada, desate para ali a recomendar livros que, uma vez conhecidos, sirvam para impressionar, tanto pachacha literata, como cona analfabeta. Ora, eu, do Marcelo, sÛ gostava de ter o defeito da lÌngua, que atribui ao aleijado enormes potencialidades mineteiras. Quanto ao resto, dispenso.
Assim sendo, n„o recomendo que leiam a poesia tÌsica do Ces·rio Verde, nem as lamechices do Nicholas Sparks. Tampouco as ordinarices dum Henry Miller ou as repetiÁıes senis dum Lobo Antunes. Nada disso me serve e uma senaita que fica h˙mida ‡ alus„o destes autores n„o presta grande coisa. Fode-se, mas n„o presta grande coisa.
O que eu posso indicar como saca-mulas eficaz È a leitura da necrologia dos jornais. Eu faÁo-o. Gosto de saber quem morreu, para ir visitar a famÌlia. Gente enlutada È gente carente de consolo. H· sempre a hipÛtese de sacar uma vi˙va ou uma Ûrf„. Tenho arrefinfado boas berlaitadas de pÍsames em pito vi˙vo que, pese embora a sua viuvez, sabe proporcionar festa rija, mesmo que se apresente no leito com um fumo preto numa das bordas. AlÈm disso, l·grimas de pesar d„o sempre bom lubrificante.

sexta-feira, Outubro 31, 2003

ENCÕCLICA PIPIANA
A propÛsito do meu post "Pipinorreia: projecto de uma vida", È preciso esclarecer uma coisa. Normalmente, uso preservativo porque n„o quero que o ZÈ Tolas adoeÁa. A SIDA, ao que parece, faz mal ‡ sa˙de e a sÌfilis corrÛi o madeiro. O melhor È seleccionar criteriosamente a crica em que se vai espetar o AnÌbal. Se se tratar de crica trigueira, a palpitar de vida e a respirar sa˙de, enterre-se o tarolo sem receios. Se È senaita mortiÁa e moÌda, o melhor È calÁar a galocha ‡ cobra zarolha, antes de a enfiar na toca. Mas, sempre que posso, n„o uso preservativo porque a Igreja È contra. E eu, nestas merdas do sexo, sigo sempre os ensinamentos do Vaticano. Afinal, ninguÈm percebe mais de pinocada do que os cardeais. Se eles n„o querem que se use, algum desarranjo a borracha h·-de fazer ao caralho. Eles l· sabem
Ali·s, falando de catÛlicos, devo lembrar que a Missa È um Ûptimo local de engate. Quando o padre diz ìsaudai-vos na paz de Cristoî, est· a dar licenÁa divina para beijar qualquer desconhecida que nos aprouver. Quanta beata caridosa e com mofo, quanta virgem piedosa e impaciente, n„o foi sacada pelo Pipi durante esta parte da liturgia? Antes dos fiÈis dizerem ìSenhor eu n„o sou digno de que entreis em minha moradaî, j· a devota me estava a dar autorizaÁ„o para entrar na morada dela. Normalmente, pelas traseiras. AtÈ porque na crica È complicado: sexo sem ser para reproduÁ„o È pecado e estamos a falar de gente muito religiosa.

quinta-feira, Outubro 30, 2003

GLOBALIZA«√O DA FODA
Acabado de regressar do estrangeiro, sinto-me um LuÌs AntÛnio Verney da berlaitada. Trago na mala uma obra chamada ìO Verdadeiro MÈtodo de Foderî, que atempadamente submeterei ‡ vossa consideraÁ„o paneleira. Mas trago tambÈm inquietaÁıes relativas aos problemas que este mundo moderno coloca ao fodilh„o. Por exemplo, rechear de nabo crica italiana em Londres conta como foda brit‚nica, foda transalpina ou foda lusa? Sabendo que a pachacha italiana est· em Inglaterra h· alguns meses, È justo considerar que os humores segregados pelo pito transalpino est„o a nascer j· em solo brit‚nico. Ou seja, a massa da greta È napolitana, mas o molho È inglÍs. Levanta-se a velha quest„o: qual È mais importante? A massa ou o molho? Enfim, tenho muito para reflectir.
PIPINORREIA: PROJECTO DE UMA VIDA
Eu tenho um sonho. Tenho o sonho de criar uma doenÁa sexualmente transmissÌvel com a minha griffe. Uma linda maleita que se manifestasse atravÈs de uma borbulhagem, borbulhagem esta que formaria, na testa da paciente, a frase ìO PIPI FOI-ME AO PIPIî. Tenho o sonho de ver, nos montes rubros da GeÛrgia, as filhas dos antigos escravos e as filhas dos antigos esclavagistas, todas com a testa borbulhenta, sentadas ‡ mesa da fraternidade, exclamando: ìOlha que filho da puta, aquele Pipi do caralho!î Eu tenho um sonho.
Infelizmente, enquanto eu sonho com projectos cientÌficos a sÈrio, os cientistas andam panascamente entretidos a tentar descobrir vacinas e outras merdas que n„o interessam.

sexta-feira, Outubro 24, 2003

ACALMEM L¡ OS PIPIS, CARALHO
Como os abichanados leitores saber„o (ou n„o, n„o me interessa), quarta-feira ocorreu o lanÁamento do meu livro, no Maxime. Escusava de ter acontecido. Eu quero que o livro se foda, digamos assim. Por mim, nem o vendia. Dava-o. Mais precisamente, ‡ porta das escolas e das igrejas. Aos mi˙dos, ensinava os factos da vida. ¿s beatas, ensinava a temperanÁa.
Ali·s, a minha grande ambiÁ„o È que o livro, em breve, venha a fazer parte do programa oficial do ensino secund·rio. Por isso È que certas passagens foram suavizadas, para que o MinistÈrio da EducaÁ„o n„o tenha qualquer prurido em fazer dí O Meu Pipi obra de leitura obrigatÛria. Por exemplo, onde aqui se lia ìontem bati 18 sarapitolasî, no livro lÍ-se ìontem bati 15 sarapitolasî. Fica mais levezinho.
Sinceramente, o melhor do lanÁamento foi o fim. Depois de se irem embora os rabetas que l· tinham ido para me ver, chegou ao Maxime o putedo brasileiro, para exercer o seu mister como t„o bem sabe. (por falar nisso, È curioso verificar como as quengas brasileiras tÍm o fascÌnio pelo nordeste. … no nordeste do Brasil que pululam com mais vigor e foi tambÈm no nordeste de Portugal que as mais famosas rameiras do momento se vieram radicar. Interessante esta quest„o geogr·fico-fodal. Ser· aqui analisada futuramente.)
Sobre a festa propriamente dita, n„o gostei. Irritou-me a presenÁa de algumas pessoas. Nomeadamente, os homens. Para equilibrar, estava l· a Alexandra Lencastre e outras mulheres de que n„o me recordo muito bem, uma vez que a vis„o estava obstruÌda pelas tetas agrilhoadas da Lencastre.
Da apresentaÁ„o ñ a cargo do editor, AntÛnio Lobato Faria (roto), da coordenadora editorial, Carla Hil·rio de Almeida (se fosse homem, rota), do jornalista Nuno Miguel Guedes (roto) e do apresentador Rui Unas (roto) ñ n„o tenho nada a dizer, porque n„o vi. Estava na casa de banho a tocar zumbinhas, ‡ conta do supra referido peito da Alexandra Lencastre. Agora j· percebo o nome da sÈrie dela, ìAna e os 7î. Os sete s„o os perus que um gajo tem de esganar por cada episÛdio visto. Que tetas, meu Deus...
A ˙nica coisa que se safou, foi o filme por mim protagonizado. Estive bem.
No cÙmputo geral, sÛ fico contente por a Rute, a ovelha que t„o bem representou, no filme, o papel de uma ovelha, j· ter a agenda cheia atÈ ao fim do ano, ‡ conta dos contactos angariados junto de alguns convidados. Parece que gado ovino que n„o descura a imagem tem bastante procura. Aos senhores que v„o conviver com ela, um aviso: atenÁ„o ‡s tropelias sexuais que v„o praticar. Um fio de l„ na garganta È bastante mais desconfort·vel do que um pÍlo.
Entretanto, a tal Carla Hil·rio de Almeida vai hoje ao Cabaret da Coxa, falar do meu op˙sculo. O filme ser· repassado e eu conversarei em directo com o fanchono Unas. A minha voz vai estar disfarÁada. Mas n„o È por causa da manutenÁ„o do anonimato, È para aquele roto n„o se apaixonar por mim.
AFODISMO
O meu tio Encavo, desde que sofre de tendinite na m„o direita, nunca mais foi o mesmo. Se por um lado, a veia punhetÌstica est· menos latejante, por outro, os seus pequenos jogos de palavras tornam-se cada vez mais profundos. Deixo-vos com esta pÈrola (em mais do que um sentido):

"A masturbaÁ„o È uma janela para a alma. N„o se pode È abri-la, porque o trinco est· todo cheio de gosma."

terça-feira, Outubro 14, 2003

CRÕTICA DE FODAS
A foda que dei ontem devia estar preservada no Museu de HistÛria Natural. Ser· considerada a gambozina das fodas, uma vez que j· muitos a quiseram dar, mas nunca antes tinha sido vista. Falo da pinocada que dei em crica virgem de 72 anos.
ìUma virgem de 72 anos, Pipi?î Pergunta o efeminado leitor, enquanto rapa os pÍlos das pernas. … facto, rabichos. Tratava-se de uma anci„ que, por espartana educaÁ„o religiosa (se bem que, evidentemente, longe de padres), acasos da vida e um problema grave de sudaÁ„o que repelia os mais temer·rios, mantinha intacta a cabaÁa com que Deus ñ por chiste, n„o duvido ñ marca todas as mulheres.
Ali·s, minto. A cabaÁa n„o estava intacta. Estava reforÁada. DÈcadas de falta de uso alteraram a gÈnese da membrana virginal que, de simples selo, garante de novidade, passou a lacre de chumbo, intransponÌvel CÈrbero que em vez de guardar o Hades, guardava o h·s-de: da maneira como aquilo estava, era o ìn„o h·s-de foder nuncaî. Quem encostasse o ouvido ‡quela rata avoenga, lograria ouvir os latidos do cabr„o do bicho tricÈfalo, tal como num b˙zio se sente o mar.
O hÌmen da velha n„o estava difÌcil, meus amigos, estava calcinado. Um homem normal precisaria de estar ano e meio sem foder, para ter o pau mais feito de sempre, 20 centÌmetros de forÁa bruta, necess·ria para furar o contraplacado de sangue e crosta e muco vaginal que unia as paredes musculadas da greta. Felizmente, para o Pipi, bastou n„o bater punhetas nesse dia para ter madeiro suficiente para a perfuraÁ„o.
A broca entrou ‡s 19h45. ¿s 19h48 estava a perfuraÁ„o concluÌda. Em vez do tradicional sangue, saiu uma mistela verde. Digo eu: ìVamos l· a ver se n„o tem j· a pachacha estragada, minha senhora. Isto devia ter comeÁado a ser consumido por volta de 1945.î E ela: ìComo diz?î E eu: ìN√O SEI SE O PITO AINDA ESTAR¡ BOM!î E ela: ìComo diz?î E eu: ìO PITO, O PITO! … CAPAZ DE J¡ ESTAR PASSADO!î E ela: ìEscarranche-me mas È isso, jovem.î Escarranchei. A velha sorria infantilmente. Digo infantilmente por duas razıes: primeiro, porque era um sorriso germinal, novo, de descoberta; segunda, porque a velha n„o tinha dentes, e por isso ria como os bebÈs. No final, confessou-me que n„o se lembrava de ter tido uma sensaÁ„o t„o forte na vida ñ tirando a trombose. … para momentos como este que nÛs, que andamos metidos nisto das cricas e do chavascal, trabalhamos. Vou sÛ actualizar o meu curriculum e j· venho.

sábado, Outubro 11, 2003

O SUMI«O
Tive ontem um sonho que fez com que se erguessem, hirsutos, os pÍlos de meus pobres colhıes. Primeiro, seduzi com gosto pito gorducho. Num relojoeiro do shopping, vi refegos e refegos metidos dentro de vestido justo, curvilÌneos lenÁÛis de tecido gorduroso, que me conseguem inturgescer o pepino como ninguÈm. E bons melıes gÈmeos de bicos tesos, impelindo o soutien com vigor. Investi. InÍs, de seu nome, rosto de colÈgio, mente de bordel. Menos de cinco minutos depois, rebolo-me com o untuoso grelo no seu prÛprio leito. Escolho o roteiro: entrefolho, no comeÁo. Um dedo entrou com custo. Estreito, o olho do cu. Mesmo com dor, eu quis. Enfim, com dor de outrem posso eu bem. No seguimento suguei-lhe o clito. InÍs gemeu. Nesse momento, deixou de querer no cu. Deixou de querer no pipi. SÛ o minete lhe induz deleite no pito. Tudo bem: sou mineteiro de primeiro lote. Por equÌvoco, bebi o suco proveniente do rego do bicho felpudo e fiquei levemente indisposto. Sucede com meretrizes de higiene rude. Bom, depois de quinze minutos de focinho, repeti e meti-lhe o espeto no bordedo. Comi-o bem comido. PorÈm, certo episÛdio tingiu de tons l˙gubres o evento festivo. No fim, tento ver meu piÁo. ImpossÌvel: sumiu. Confuso com o eclipse do ferro, desesperei. ì” meretriz dum cono! Onde puseste o meu piston?î InÍs encolheu os ombros, sorrindo. Eu dei-lhe um murro nos dentes. Engoliu dois incisivos. Deixou de sorrir. Contudo, meu grosso instrumento cessou seu sumiÁo incÛmodo? Os colhıes È que cessou! Nem cheiro dele, robustos pepinos me penetrem fortemente! Por momentos, feito eunuco, estive perto do choro. Perto, pois sou homem, e È impossivel chover do olho de um homem. SÛ se for roto.
Despertei embebido em suor. Logo procurei o viril membro. Encontrei-o como de costume: pendido sobre o tintim esquerdo, no prep˙cio meio escondido. Mole e preguiÁoso, num repente o fiz robusto e cheio de genÈsico vigor. O resto do sono foi substituÌdo por momentos de gozo induzido por mim em mim. Minutos houve em que folgou o ferro. Poucos, porÈm. Cumprimentei o Sol com piÁo seco e lenÁol viscoso. Feliz.
Do sonho, nenhum complexo me sobrou, medo nenhum me tolhe o espÌrito. Meu intrÈpido pincel mete-se em todo o godÈ, hoje e sempre que for preciso.

sexta-feira, Outubro 10, 2003

CRIME DE LESA-PICHA
Um conselho para quem nunca fez investidas de mangalho em crica sopeira: ponham termo ‡ vida. A sÈrio. N„o merecem estar vivos. A crica sopeira È um santu·rio conal, o supra-sumo das cricas. Quando uma sopeira fode, est· apenas a foder. N„o h· c· ang˙stias nem inquietaÁıes. H· a vontade urgente e animal de satisfazer uma necessidade fÌsica, de preferÍncia rapidamente e ‡ bruta. … uma crica cuja avidez de marradas de nabo radica no mesmo instinto primevo que leva o pinto recÈm-nascido a escancarar o bico sÙfrego para abocanhar minhoca. Apetece parafrasear o rabeta m˙ltiplo, e dizer: ìSopeira que fodes na rua / como quem fode na cama. / Invejo a sorte que È tua / porque nem sorte se chama.î A crica sopeira È franca, pura e genuÌna. E sua franqueza enternece, sua pureza emociona, sua genuinidade entesa o madeiro.
Defronte da rata sopeira, o prep˙cio È manga que se arregaÁa para que o zÈ tolas, oper·rio calvo e zarolho, possa trabalhar ‡ vontade e com gosto. Apetece ter entre as pernas, n„o um, mas v·rios marsapos, uma cartucheira de caralhos para, qual caÁador, abater aquela honestÌssima cona a tiros de pichota.
Defronte da rata sopeira, o fodilh„o transcende-se. Certo dia, as nalgas de uma sopeirinha desataram a fazer-me negaÁas ‡ verga. Proferi uma das minhas melhores frases de sempre: ìQueres que eu te meta um clister de chicha, n„o È?î Ela fez que sim com a cabeÁa. A felicidade s„o pequenos momentos assim.

segunda-feira, Outubro 06, 2003

A CARTILHA MATERNAL DA FODA
Amanh„, terÁa-feira, estar· nas livrarias a primeira ediÁ„o de ìO Meu Pipiî. Posso dizer que n„o vertia tanta porcaria para um livro desde que tive de limpar o cu a uma cÛpia de ìOs Maiasî que a filha de certa gaja cuja crica eu andava a escachar tinha deixado na casa de banho. Ou era a isso ou a uns dodots, e Deus me livre de ter a rabadilha a cheirar a perfume. Tratava-se de uma ediÁ„o fraquinha, feita com tinta de m· qualidade, de modo que, durante duas semanas, fiquei com a descriÁ„o do Ramalhete estampada nas nalgas. Foram quinze dias em que meu nobre e invicto cagueiro prestou homenagem a EÁa, mas tambÈm a Pessoa. Aquele acaso feliz fizera dele um cagueiro interseccionista, uma ñ digamos ñ peida oblÌqua: meu nalguedo era atravessado pelas varandas de ferro do primeiro andar do Ramalhete, alinhadas sobre o rego da bufa; as paredes severas e sombrias da casa dos Maias eram meus n„o menos l˙gubres entrefolhos; e o painel de azulejos com o desenho do escudo de armas repousava sobre meu apertado olho do cu, como que a dizer: ìAqui n„o entra picha!î
Bom, seja como for, para a prÛxima a puta n„o deixa o papel higiÈnico t„o longe da sanita.
Quanto a ìO Meu Pipiî, ter· na capa um aviso que diz: ìN„o aconselh·vel a menores de 18 anosî, porque est· provado que essa È a melhor maneira de fazer com que os menores de 18 anos comprem o cabr„o do livro. Por mim, teria colocado avisos parecidos com os dos maÁos de tabaco, com informaÁıes ˙teis. Por exemplo: ìOs fodilhıes vivem mais tempoî, ìA castidade prejudica o raciocÌnioî, ìLevar na peida faz malî, etc.
A editora È a Oficina do Livro. Fartos de serem identificados com a ìliteratura lightî, os gajos devem querer enveredar agora pela ìliteratura leitaÁaî. … bem visto.
Descortino, no rosto alvar do panasca leitor, uma provocaÁ„o: ì” Pipi, ent„o mas tu, que te gabas de n„o teres tempo sequer para coÁar os colhıes, tal È a lufa-lufa em que eles andam, esbarrando constantemente em bordedos de todas as raÁas e credos, afinal pıes-te a pensar em livrinhos?î Pois bem, rabicho leitor, engolir·s essas palavras tal como engoles litradas de nhanha proveniente das pichas de camionistas. Quem teve a ideia de publicar o livro foi esta senhora. E todas as questıes que tiverem devem ser dirigidas a ela, que eu tenho sarapitolas para bater.

domingo, Outubro 05, 2003

APELO AOS ROTOS
Ontem vi um document·rio sobre o Rock Hudson.
Antes que o abichanado leitor comece a pensar ìolarili, queres ver que o Pipi deu em fanchono?î, cabe aqui um esclarecimento. Erro de c·lculo fez-me foder de mais uma gaja. Sim, È possÌvel. A carga de piÁada foi tal que ela desmaiou de cansaÁo. Talvez o Lexotan que lhe pus no vinho ñ para lhe fazer a carne mais tenrinha ñ tenha ajudado, n„o sei.
O sono dela era t„o pesado, que nem ‡ bofetada a acordei. Isto teve boas e m·s consequÍncias. Boas, porque me fartei de enrab·-la, com ela a dormir. Isso È giro, mas depois farta. M·s, porque n„o podia ir para casa: ela tinha as chaves do meu carro, eu n„o sabia onde e n„o lhe podia perguntar. … a ˙ltima vez que a mando ir buscar o lubrificante ao carro, caralho. Para a prÛxima, leva a seco. DÛi-lhe, mas ao menos n„o me causa transtornos.
N„o a conseguindo acordar e n„o encontrando as chaves, fiquei ‡ espera. E vi televis„o. Ora, como ela n„o tem nenhum dos canais de pinanÁo, vi um dos outros. E foi aÌ que passou o document·rio sobre o Rock Hudson ñ vi esse e um sobre mulheres marines, que ainda deu uma razo·vel punheta camuflada. Por falar nisso, gostava de ver a cara dela quando pegar no telecomando amanh„.
O document·rio sobre o actor rabeta intrigou-me pela capacidade que o larilas teve de esconder a sua bicheza atÈ ao fim. … triste que os homossexuais se vejam forÁados a encapotar a sua paneleirice. FaÁo aqui um apelo:
Fanchonos, revelai-vos sem medo. Por duas razıes: primeiro, d„o-me mais alvos de chacota. Segundo: vocÍs s„o os meus cavalos de TrÛia para as gajas que n„o gostam de apanhar no cu. Quantos mais de vocÍs se revelarem, quantos mais eu posso chamar ‡ liÁa numa discuss„o prÈ-sexual como exemplo de que levar na bilha n„o deforma o andar. Por aÌ alÈm.

quarta-feira, Outubro 01, 2003

ESPORRA, VOC¡BULO INJUSTI«ADO
Muitas gajas me tÍm dito: ìMmmf, pmnngnn gnff mmlmn mmlgnf.î E depois eu tiro-lhes a pichota da boca e finalmente percebo que o que est„o a dizer È: ì” Pipi, esporra È uma palavra muito feia.î E eu contraponho: ìEst· bem. TambÈm o zÈ tolas È feio e tu gostas que eu to enfie no gasganete conal.î A verdade È que a palavra "esporra" È o patinho feio da ordinarice. … importante descobrir, sob a fonÈtica ·spera e rude, o voc·bulo que merece ser acarinhado. "Esporra" resulta, provavelmente, da aglutinaÁ„o da palavra grega ìspor·î, que significa semente, com a palavra ìporraî, que significa caralho. Tendo presente a origem etimolÛgica, a beleza do termo È mais f·cil de perceber. A palavra ìesporraî tem, ali·s, o seu quÍ de picaresco, na medida em que, para muita gente, a fealdade do significante prejudica a reputaÁ„o do significado. Explico-me melhor, para os est˙pidos: a esporra em si, subst‚ncia que o nabo esguicha, sofre com a torpeza da palavra que a designa. Ora, o que defendo È que nem a esporra nem a ìesporraî merecem menosprezo. A ìesporraî tem uma beleza bruta, de que se aprende a gostar, e a esporra, quando gargarejada, faz bem ‡s cordas vocais. E isto explica a voz cristalina de alguns dos nossos cantores.
RETALHOS DA VIDA DE UM FODILH√O
Estou sem empregada. A dona Fernanda despediu-se. Diz que est· farta de limpar langonha da pantalha da televis„o. Esta gente, hoje em dia, inventa tudo para n„o trabalhar. O que se passa È o seguinte: em certas noitadas de punheta, a ver o canal 18, gosto de acabar a sarapitola sincronizando o meu esguicho com o do gajo do filme, para que me possa abeirar do televisor e fazer o meu prÛprio cumshot para a cara da artista. No dia seguinte, a dona Fernanda tinha a miss„o de limpar o meu Zebra Trinitron (um Black Trinitron com riscas de nhanha), muitas vezes com as prÛprias unhas, nas partes mais ressequidas. Agora, escassas trÍs semanas e dez frascos de limpa-vidros depois de a ter contratado, diz que est· farta. Ora foda-se.